22 . Outubro

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Sambista Walmir Lima volta a cantar para baiano e turistas no Terreiro de Jesus

 

 O samba de raiz de Walmir Lima comanda o Música nas Esquinas deste sábado (22), às 19h, começando no Terreiro de Jesus e seguindo pelas ruas do Pelourinho. Em seu repertório, Walmir traz o samba enredo, samba de roda e terreiro e sambas canções românticos, incluindo "Ilha de Maré”, imortalizada pela voz de Alcione,“Dindinha Lua”, gravada por Beth Carvalho, além de outros grandes sucessos que ganharam a interpretação de Jair Rodrigues, Fundo de Quintal, Originais do Samba, Nosso Samba, Exporta Samba, dentre outras.

 

DADOS ARTÍSTICOS- Walmir Lima nasceu no dia 18 de junho de 1931 na rua do Futuro, no bairro do Tororó, em Salvador. O pai, Carlos Lima, era maestro e dono da Orquestra Bahia Serenaders, na época, um dos grandes animadores de bailes da Bahia. Foi nesse clima musical que se deu a formação do grande sambista. Desde muito cedo Walmir Lima demonstrou o seu talento artístico e, em 1954, compôs a primeira música, “Sem o seu amor”, apresentada como uma das concorrentes do concurso de carnaval promovido pela prefeitura de Salvador e defendida pela jovem cantora Lina Ferreira.

 

Ao lado de grandes mestres da música popular brasileira como Batatinha, Edil Pacheco, Roque Ferreira, Panela, Ederaldo Gentil, Riachão e Nélson Rufino, passou então a representar uma bandeira de resistência do chamado samba de raiz. Sua vasta obra foi interpretada na voz de grandes ícones, como Ederaldo Gentil, que, em 1975, cantou, no LP “Samba, canto livre de um povo”, o samba “Miro, pandeiro de ouro”, em parceria com Jandiro Aragão. Alcione, a Marron, lançou a “Ilha de maré”, em 1977, no vinil “Pra que chorar”, gravado pela Philips. Em 1979, Beth Carvalho, no disco “Pagode”, interpretou outro samba de Walmir, em parceria com João Rios, chamado “Dindinha Lua”. Ainda naquele ano, Alcione gravou “Bom Jesus dos navegantes”. No ano de 1980, lançou, pelo selo “Kelo Music”, o disco “Walmir Lima”, no qual incluiu várias composições da autoria dele, entre elas “Despedida”, com Noca da Portela e Daniel Santos, “Mundo de felicidade” e “Mar da Bahia”, além de interpretar “Nosso amor”, parceria com Noca da Portela e Daniel Santos. Em 1998, participou do disco “Diplomacia”, de Batatinha, lançado pela EMI-Odeon. Neste CD, interpretou, ao lado do homenageado, uma parceria de ambos, “De revólver não”.

 

Seu nome encontra-se na galeria dos maiores versadores do samba ao lado de ídolos como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Beto Sem Braço, Monarco da Portela e Riachão. A versação é a improvisação poética com temas recorrentes comumente usada pelos grandes artífices do samba de raiz. 

 

 

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