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FIAC Bahia começa nesta terça e segue até domingo (30)

Os ingressos para os espetáculos do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia, que acontece de 25 a 30 de outubro em 12 espaços de Salvador, começaram a ser vendidos no último sábado (22). A compra antecipada pode ser realizada até as 12h do dia da apresentação por meio da internet ou na Bilheteria do FIAC, que funcionará diariamente no ICBA.

Nos locais das apresentações também serão vendidos ingressos, mas a venda será encerrada duas horas antes da respectiva sessão. Os valores variam entre R$20 (inteira) e R$10 (meia) e há espetáculos gratuitos. A programação de cada espaço pode ser acessada também no site oficial do FIAC Bahia.

 

Programação


Na terça-feira (25), às 20h, no Teatro Vila Velha, acontece a abertura oficial do FIAC Bahia 2016 com o espetáculo "Nós", do Grupo Galpão (MG).

Gerada após um mergulho radical na experiência de mais de 30 anos do Galpão, a 23ª montagem da companhia tem direção de Márcio Abreu e surge para debater questões como a violência e a intolerância, a partir de uma dimensão política. Neste trabalho, o público é levado a presenciar situações de opressão e de convívio com a diferença, provocadas pelas relações de proximidade entre artista e espectador, ator e personagem, cena e plateia, público e privado, realidade e ficção. "Nós" chega ao FIAC Bahia pouco tempo depois da estreia nacional, realizada em abril deste ano.

Para quem estiver na cidade, será a chance de ver pela primeira vez no país, por exemplo, montagens como I Am Not Ashamed of My Communist Past (“Não Tenho Vergonha do Meu Passado Comunista”, da diretora Sanja Mitrović – nascida em Zrenjanin, antiga Iugoslávia – e do ator sérvio Vladimir Aleksić) ou Trilogia Antropofágica: Ato I – Permanecer e Ato II – Resistir (Tamara Cubas – Uruguai).

Os três espetáculos estarão ao lado de outros que chegam pela primeira vez na Bahia, depois de conquistar críticas elogiosas em suas respectivas temporadas: Amadores (Cia. Hiato – SP), OE (Eduardo Okamoto – SP), Villa + Discurso (Guillermo Calderón – Chile) e Antígona Recortada – Contos que cantam sobre pousospássaros (Núcleo Bartolomeu de Depoimentos – SP).

Da produção baiana estão na programação Cuspe, Paetês e Lantejoulas (Grupo de Dança Contemporânea da UFBA), Endogenias (Balé Teatro Castro Alves), Isto Não É uma Mulata (Mônica Santana), Mamba Negra: o Covil da Imperatriz Mavambo (Diego Alcântara), O Bobo (Teatro Terceira Margem), O Galo (OCO Teatro Laboratório) e Obsessiva Dantesca (Laís Machado), formando um grupo de trabalhos que dão corpo a diferentes vozes, mas que se agrupam pela coragem de debater e dar visibilidade a tópicos relacionados a engajamento social e a crises de representatividade.

Trazem também modos de pensar dos atuais modelos de produção do fazer artístico, a partir do enfrentamento a questionamentos internos e a crises surgidas a partir do próprio modo de existir.

Fonte: G1

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