30 . Novembro

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Livro "Ventos de Verão" de Myriam Fraga é lançado na Fundação Casa de Jorge Amado

 

Inspiradas na ilha de Itaparica, mas precisamente no lugarejo chamado de Mar Grande, as crônicas foram inicialmente publicadas de forma esparsa na coluna Linha D’Água, que a escritora assinou, por 20 anos, no jornal baiano A Tarde.

A publicação é ilustrada com alguns quadros do premiado pintor Mendonça Filho, que foram cuidadosamente fotografados por Robério Braga, que é neto do pintor.

O projeto é fruto de uma coedição entre a Assembleia Legislativa da Bahia, através da assessoria de comunicação e cultura, coordenada por Paulo Bina e Delio Pinheiro e a Casa de Palavras, braço editorial da Fundação Casa de Jorge Amado, e traz uma produção gráfica caprichada, assinada por Bete Capinan e Humberto Vellame.

 

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A escritora Myriam Fraga (Salvador, Bahia, 1937-2016) foi membro da Academia de Letras da Bahia, da Associação Baiana de Imprensa e Diretora Executiva da Fundação Casa de Jorge Amado desde sua instituição, onde atuou intensamente como produtora cultural, por 30 anos.

De sua produção poética destacam-se: Sesmaria (1969, Prêmio Arthur de Salles), O livro dos Adynata (1975), O risco na pele (1979), As purificações ou O sinal de talião (1981), A lenda do pássaro que roubou o fogo (1983), Femina (1996), Poesia reunida (2008), Rainha Vashti (2015), e sua participação em diversas antologias no Brasil e no exterior, além de ter poemas traduzidos para o inglês, o francês e o alemão. Publicou em prosa: Flor do sertão (biografia, 1986), Leonídia, a musa infeliz do poeta Castro Alves (biografia, 2002), além dos livros infanto-juvenis sobre Castro Alves, Jorge Amado, Luiz Gama, Carybé e Graciliano Ramos.

 

O pintor Manoel Ignácio de Mendonça Filho (Salvador, Bahia, 1895-1964) foi professor e diretor da Escola de Belas Artes da Bahia, além de membro da Academia Brasileira de Belas Artes. Apresentou exposições no Brasil e no exterior, e sua produção artística desenvolveu-se entre os anos de 1920 e 1964, tendo sido aclamado pela imprensa como “o pintor dos mares e céus da Bahia”, já que elegeu a marinha e o cotidiano dos pescadores como elementos principais de seu trabalho. Registrou para a posteridade aspectos geográficos e sociais de uma Bahia que não existe mais, com destaque especial pelas praias e moradores do povoado de Mar Grande, na Ilha de Itaparica.

 

O poeta Menotti Del Picchia deu-lhe o título de Mestre de cor e de luz, e o escritor Jorge Amado reconhece Antes de pertencer a Pancetti, já era de Mendonça Filho o mar da Bahia.

 

O fotógrafo Robério Braga iniciou sua carreira profissional participando de bienais e mostras nacionais, tornando-se diretor de fotografia e depois diretor de cena, onde o apuro estético e a busca por brasilidade são sua marca.

 

Tem trabalhos pertencentes ao acervo permanente do Museu de Imagem e Som de São Paulo - MIS, Museu Afro Brasileiro (Ibirapuera-SP) e Museu de Arte Moderna de Sorocaba.

 

SERVIÇO

Quando: 30/11 (quarta-feira)

Horário: 11 h

Onde: Fundação Casa de Jorge Amado – Largo do Pelourinho

 

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Fonte: Ascom Fundação Casa de Jorge Amado

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