Monumento Zumbi dos Palmares

O monumento Zumbi, representante da resistência negra contra a escravidão no Brasil, tem 2,20 metros de altura e pesa 300 quilos. Localizado na Praça da Sé, Centro Histórico de Salvador, a escultura é assinada pela artista plástica Márcia Magno. 

Zumbi, também conhecido como Zumbi dos Palmares, foi um líder quilombola brasileiro, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior dos quilombos do período colonial.  Nasceu livre em 1655 na então Capitania de Pernambuco, em região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas. Faleceu em 29 de novembro de 1695.

Aos 6 anos, foi capturado e entregue ao padre português Antônio Melo, quando foi Batizado com o nome Francisco. Zumbi recebeu os sacramentos e aprendeu português e latim e, ajudava diariamente na celebração da missa. 

Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernabuco, cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganza Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa, a proposta foi aceita pelo líder, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por António Soares, e surpreendido e apunhalado pelo capitão Furtado de Mendonça.  Resistiu mas foi morto com vinte guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. 

Imagens: uma é de Arissom Marinho.