Monumento Batalha de Riachuelo

A Bahia esteve presente na Guerra do Paraguai e a maioria dos heróis da Batalha do Riachuelo eram baianos. Por esse motivo os empresários da Associação Comercial da Bahia, fundada em 1811 e, portanto, a mais antiga instituição empresarial das Américas, em homenagem aos seus heróis, ergueu o Monumento Riachuelo na praça que leva seu nome. A pedra fundamental foi colocada no dia 27 de março de 1872 pelo Imperador Dom Pedro II e o Monumento foi inaugurado em 23 de novembro de 1874, apenas 9 anos decorridos da Batalha.

A escultura ostenta a estátua do Anjo da Vitória. Tem estilo neoclássico e projeto do artista baiano João Francisco Lopes Rodrigues, na ocasião, professor da Academia de Belas Artes da Bahia. Foi construído em mármore, bronze e ferro fundido, com 23 m de altura, e traz em sua coluna central a relação das batalhas da Guerra do Paraguai e um grande medalhão de bronze colocado no seu pedestal onde estão esculpidas as armas do Império.

A Praça Riachuelo fica em frente ao Palácio da Associação Comercial da Bahia, erguido por D. Marcos Noronha e Brito, VIII Conde dos Arcos de Val-de-Vez, último vice-rei do Brasil, que governou a Bahia de 30 de setembro de 1810 a 26 de janeiro de 1818. O Palácio foi palco de muitas homenagens prestadas pelos empresários da Bahia a personalidades famosas de nossa história, como o banquete oferecido ao Imperador D. Pedro II em 17 de novembro de 1859, ao jurista Ruy Barbosa no dia 12 de abril de 1919 e ao Presidente Washington Luis em 16 de agosto de 1926. Foi também o anfiteatro da solenidade ocorrida em 10 de fevereiro de 1871, quando o poeta Castro Alves recitou em público pela última vez.